Você sabia que, hoje, de acordo com pesquisa feita pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) os ativos intangíveis podem representar até 90% do valor das empresas?

No entanto, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para acessar crédito tradicional por falta de garantias tangíveis (como imóveis ou maquinário). É aqui que entra uma solução financeira sofisticada e pouco explorada no Brasil: a Securitização de Propriedade Intelectual (PI).

A securitização envolve a transferência de ativos de propriedade industrial, ou dos direitos sobre seus recebíveis futuros, como royalties, para um veículo de propósito específico (SPV). Este veículo emite títulos no mercado de capitais lastreados nesses direitos, sendo capaz de transformar o fluxo de caixa futuro de suas patentes, marcas, softwares ou direitos autorais em liquidez imediata.

Por que isso é relevante?

1. Tendência Global: Países como China, EUA e Índia já possuem ecossistemas robustos onde a PI é usada ativamente para alavancar financiamentos. A China, por exemplo, possui um mercado multibilionário de monetização de intangíveis, emitindo ativamente títulos lastreados em patentes e direitos autorais.

2. Solução para PMEs e Techs: Empresas de tecnologia e economia criativa, que muitas vezes não possuem ativos físicos robustos, podem usar seus ativos intelectuais, para garantir operações financeiras.

Para que a securitização ocorra com segurança jurídica, é fundamental realizar uma due diligence rigorosa, a correta valoração (valuation) dos ativos e a estruturação contratual que proteja tanto o originador quanto os investidores.

Vamos conversar sobre como destravar o valor dos seus intangíveis?

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